Como a depressão pode afetar a população da terceira idade

Entrevista Dr. Gordilho sobre depressão na terceira idade

Em entrevista ao programa Saúde no Ar da rádio Excelsior, Dr. André Gordilho, psiquiatra da Holiste, falou sobre o processo de envelhecer e como a depressão afeta a população da terceira idade.

A população mundial está envelhecendo e esse fenômeno já é uma realidade. Segundo projeções demográficas, a população idosa brasileira chegará ao ano de 2020 com mais de 26,3 milhões, representando quase 12,9% da população total.

“O envelhecer é um processo natural e ainda bem que nós envelhecemos, pois daí é possível ter uma vida longa. Mas, naturalmente, quando essa fase chega, o indivíduo começa a ter algumas limitações, afinal com 60 anos você não tem mais o vigor e disposição de um jovem de 20, por exemplo. Porém, não devemos encarar isso como um problema e ficar triste por isso, é preciso compreender as limitações do organismo. É possível envelhecer com felicidade, com vontade de viver ”, explica o psiquiatra.

 

Alerta aos sintomas

Para Dr. Gordilho, os sintomas de depressão no adulto jovem são diferentes dos sintomas em um idoso, onde são mais comuns as queixas cognitivas e manifestações somáticas ou dolorosas. “O idoso torna-se poli queixoso. Muitos não reclamam de tristeza, mas de que sentem uma dor aqui, outra ali. Torna-se aquele indivíduo ranzinza e acabamos não associando estes sintomas a um quadro depressivo, mas a comportamentos derivados da idade, o que é um equívoco”. 

Os sintomas da depressão podem trazer prejuízo funcional que pode levar ao nível de total incapacidade para atender às necessidades e aos cuidados básicos, além de piorar o funcionamento social.  A doença e a falta do tratamento adequado estão associadas a consequências negativas de curto e longo prazo, como piora da qualidade vida, perda de produtividade, comprometimento cognitivo e declínio funcional, maior prevalência de comorbidades médicas e mortalidade, além do risco de suicídio.

 

Diagnóstico diferencial

Os sinais da depressão em idosos podem ser confundidos com sintomas iniciais de demência. Quando o idoso entra em um quadro depressivo, ele reduz a atenção, fica mais introspectivo, com perda de memória, e esses sintomas mascaram ou se confundem com um quadro demencial.

O papel do psiquiatra torna-se especialmente relevante quando é necessário estabelecer um diagnóstico diferencial entre um quadro demencial e um quadro depressivo com alterações cognitivas associadas. “É necessário um olho clínico especial e uma avaliação adequada para isso, incluindo a aplicação de testes e exames para um diagnóstico preciso”, explica o psiquiatra.

Ainda segundo o médico, quando diagnosticada a doença e iniciado o tratamento, estas deficiências cognitivas tendem a melhorar e o idoso consegue reestabelecer suas atividades e rotinas.

 

Tratamento para depressão

O tratamento da depressão geralmente é feito associando medicação com psicoterapias.  Entretanto, as terapias de neuroestimulação também apresentam resultados muito eficazes, fazendo com que seu uso ganhe cada vez mais espaço nos planos terapêuticos dos pacientes.

As principais terapias de neuroetimulação utilizadas no tratamento da depressão são a tradicional ECT (Eletroconvulsoterapia) e a EMT (Estimulação Magnética Transcraniana).

Saiba mais sobre Depressão: Assista ao vídeo O QUE É DEPRESSÃO e a palestra TRISTEZA E DEPRESSÃO: COMO DIFERENCIAR?

 

Transtornos Mentais na Terceira Idade

A Holiste oferece um espaço de Internação Psiquiátrica, desenvolvida especialmente para o tratamento do público de terceira idade.

Todo tratamento é realizado pelo Núcleo da Terceira Idade, formado  por uma equipe multidisciplinar – psiquiatras, psicólogos, terapeuta ocupacional, musicoterapeuta, arteterapeuta, educador físico, fisioterapeuta, nutricionista e enfermeiros.  Além de especialistas em saúde mental, os profissionais possuem grande experiência no cuidado de idosos.

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