Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) na prevenção do suicídio

Um recente estudo americano aponta que a EMT pode ser uma poderosa arma na prevenção de suicídios.

Na pesquisa, realizada em quatro grandes hospitais dos Estados Unidos, a EMT mostrou-se bastante eficaz em pacientes potencialmente suicidas.

Os pesquisadores selecionaram 377 pacientes psiquiátricos com tendências suicidas (pensamentos, crises e tentativas), submetendo-os a sessões de EMT por três dias consecutivos. Os resultados apontaram para uma redução dos pensamentos suicidas, além de comprovar a segurança do procedimento para este tipo de tratamento. Nenhum dos pacientes da amostra cometeu suicídio nos seis meses seguintes ao experimento, além da presença mínima de efeitos colaterais.

Para André Gordilho, psiquiatra responsável pelo EMT no Espaço Holos, a pesquisa vem confirmar aspectos do tratamento já percebidos durante sua prática na clínica: “Em nosso dia-a-dia na clínica vivenciamos a eficácia da EMT nestes casos. Pensamentos suicidas podem acometer pacientes depressivos, bipolares, que é o perfil das pessoas que são encaminhadas para o tratamento de EMT no Espaço Holos. É notável a melhora proporcionada pela EMT, ajudando na estabilização do quadro e devolvendo qualidade de vida a estes pacientes. O procedimento ainda é uma excelente alternativa para pessoas refratárias ao tratamento medicamentoso convencional”.

 

Desinformação prejudica a busca pelo tratamento

Segundo o psiquiatra, o preconceito impede que milhares de pessoas se beneficiem deste tratamento de ponta e consigam o alívio do seu quadro: “As terapias de neuroestimulação ainda são bastante estigmatizadas. Pouca gente sabe que a EMT é um procedimento não invasivo, onde o paciente senta-se confortavelmente em uma cadeira e permanece acordado durante toda a sessão, sem sofrer qualquer tipo de dor e sem precisar de anestesia” – explica Dr. Gordilho.

O médico ainda diz que o preconceito com as terapias de neuroestimulação tem fundamentos muito mais ideológicos do que científicos: “Com o movimento antimanicomial as ideias da internação psiquiátrica e de tratamentos como a eletroconvulsoterapia foram muito combatidas. É um argumento meramente ideológico, com pouco ou nenhum respaldo científico. Enquanto isso milhares de pessoas esperam por atendimento, porque os leitos públicos foram fechados, ou porque o preconceito os afasta de tratamentos seguros e eficazes”.

 

Terapias de Neuroestimulação

As terapias de neuroestimulação são importantes ferramentas no tratamento dos transtornos mentais. Apesar de sua segurança e eficácia, este tipo de tratamento ainda sofre preconceitos por parte do grande público. No Espaço Holos disponibilizamos dois tratamentos de neuroestimulação: a Eletroconvulsoterapia e a Estimulação Magnética Transcraniana.

Apesar de não ser um procedimento tão novo, a Eletroconvulsoterapia é uma das práticas mais avançadas da psiquiatria. Bastante efetivo no tratamento dos transtornos de humor, como a depressão e o transtorno bipolar, atualmente o procedimento é realizado de um modo muito diferente daquele que ficou estigmatizado na década de 70: a eletroconvulsoterapia é um procedimento indolor realizado com o paciente sedado, em um ambiente com monitoração cardiorrespiratória, através aplicação de pulsos elétricos breves controlados por um computador.

A Estimulação Magnética Transcraniana é um procedimento ainda mais simples: ondas magnéticas são aplicadas em regiões específicas do cérebro (mapeadas previamente pelo psiquiatra de acordo com o caso de cada paciente), com o paciente acordado e sentado confortavelmente numa cadeira, sem a necessidade de anestesia.

Para saber maiores informações sobre a Eletroconvulsoterapia ou a EMT, acesse os links abaixo:

Eletroconvulsoterapia;

Estimulação Magnética Transcraniana.

 

*Dr. André Gordilho é psiquiatra e médico responsável pela EMT no Espaço Holos.

 

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