Residência Terapêutica Holiste – Cuidados e acompanhamentos diários

Em 2016, passamos a oferecer o serviço de Residência Terapêutica, um espaço de moradia para portadores de doenças mentais crônicas com dificuldades de reinserção sociofamiliar.

Coordenada pela psicóloga Caroline Severo e pela acompanhante terapêutica Isabel Castelo Branco, a Residência Terapêutica da Holiste fica localizada no bairro da Pituba. Toda a estrutura foi desenhada para ser percebida como uma verdadeira casa para seus moradores. Por isso, os quartos podem ser decorados de acordo com gostos pessoais, contando com áreas de convivência e atividades físicas (sala de TV, refeitório, piscina, jardins e cozinha), além da sala de atividades terapêuticas.

A Residência Terapêutica conta com uma equipe multidisciplinar especializada em saúde mental, que oferece assistência psiquiátrica, clínica e psicológica, fisioterapia, terapia ocupacional, acompanhante terapêutico e enfermagem 24 horas.

“A realização desse projeto atende ao desafio de olhar o paciente para além da medicina, pois, apesar de sua doença, o nosso foco são as suas necessidades e desejos enquanto pessoa, que vão dos mais elementares cuidados básicos às suas demandas por atenção, cuidado e interação social”, explica Sandra Simon Siqueira, diretora técnica da Holiste.

 

O QUE É A RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA

Trata-se de um trabalho de natureza psicossocial, que atua de forma conjunta ao acompanhamento psiquiátrico e objetiva manter a estabilidade psíquica dos pacientes. Dessa forma, é possível melhorar sua qualidade devida, ampliar sua autonomia, sua capacidade de adaptação e convivência social, auxiliando na reconstrução e preservação dos vínculos familiares.

 

A QUEM SE DESTINA

“A Residência Terapêutica é indicada para pacientes com transtornos mentais em estado crônico, apresentando comportamentos e papéis sociais disfuncionais e em caráter persistente, que comprometem, de forma prolongada ou definitiva, sua autonomia, sua capacidade produtiva e de relacionamento social”, orienta Isabel Castelo Branco.

 As estratégias de cuidado e proteção são construídas junto com a família responsável. Desenvolvemos atividades de integração e convivência entre o paciente e suas referências afetivas, em especial seus familiares, para a reconstrução e fortalecimento dos vínculos, geralmente abalados pelo transtorno mental, entendendo sempre os limites de ambas as partes.

 

O DIA A DIA NA RESIDÊNCIA TERAPÊUTICA

Os residentes participam de várias atividades de natureza física, psicológica e social, que visam estimular sua autonomia na realização das tarefas diárias, na organização de rotinas e na assunção de responsabilidades.

Os objetivos são definidos de acordo com a individualidade de cada um, envolvendo: administração e organização do seu espaço, pactos com relação à higiene pessoal, hábitos de compra de necessidades pessoais, atenção à saúde física, estabelecimento de objetivos e metas de vida, lazer e atividades externas que façam parte do seu plano terapêutico.

 “Um dos pontos importantes do nosso trabalho é estimular o paciente a falar sobre si mesmo, indo além de sua doença. Discutimos temas abrangentes que levam a uma reflexão sobre o seu cotidiano, sua vida, seus laços afetivos, estimulando sua capacidade de se relacionar com os outros, de manter sua autoestima, respeitando sua singularidade” – pontua Caroline Severo.

 

 

ASSISTÊNCIA MULTIDISCIPLINAR INTEGRADA

A Holiste oferece uma assistência multidisciplinar e integrada no acolhimento e cuidado de pessoas que lidam com transtornos mentais e seus familiares, com consultas e tratamentos ambulatoriais,  terapias de neuroestimulação, hospital dia, residência terapêutica e uma das mais modernas estruturas de internação psiquiátrica do Brasil.

“O trabalho da Holiste deixa claro que as internações, os ambulatórios, hospitais dia e residências terapêuticas não são ideologicamente excludentes; ao contrário, são recursos terapêuticos importantes que se complementam tecnicamente, cada qual cumprindo seu papel na recuperação do paciente.

O paciente psiquiátrico precisa de uma abordagem multidisciplinar. Por isso, a psiquiatria moderna trabalha em equipe, com profissionais de diversas áreas integrando seus conhecimentos em prol do doente. E o compromisso com ele deve ser maior que o compromisso com ideologias ou teorias”, afirma Luiz Fernando Pedroso, psiquiatra e diretor clínico da Holiste.

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