Suicídio Infantojuvenil é tema de palestra no Colégio Militar

suicidio infantojuvenil cms

Nadja Pinho, psicopedagoga e musicoterapeutas da Holiste, abordou o tema “Suicídio Infantojuvenil” em palestras destinadas aos alunos do 9º ano do Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio.

Através de uma parceria firmada entre o Serviço de Orientação Educacional (SOE) do Colégio Militar de Salvador (CMS) e a Holiste, o suicídio infantojuvenil foi o tema de uma série de palestras destinadas aos estudantes, com o objetivo de conscientizá-los sobre as questões que envolvem o suicídio, bem como os sinais que podem ser identificados e as possíveis abordagens do problema.

Parte das ações relacionadas ao Setembro Amarelo, a atividade com os adolescentes também busca contemplar a demanda por informação técnica sobre o problema no público infantojuvenil, que em 2017 esteve bastante evidente com a série “13 Reasons Why” e o jogo da Baleia Azul.

 

FRAGILIDADES CARACTERÍSTICAS DA ADOLESCÊNCIA

Uma das dificuldades em se identificar o risco de suicídio entre os jovens é que, naturalmente, essa fase da vida já é marcada por grandes mudanças de comportamento. O problema reside em separar o que pode ser considerado um comportamento normal daquilo que merece a atenção de um especialista.

A adolescência traz mudanças físicas e psicológicas importantes: aumento da produção de hormônios, comportamentos rebeldes e contestadores, desenvolvimento da sexualidade, necessidade de pertencimento a grupos e de se autoafirmar, etc. Contudo, desvios comportamentais bruscos, que trazem prejuízos e sofrimento ao jovem, devem ser observados com cuidado.

“Aquele aluno que nunca teve problemas disciplinares e que, de repente, começa a filar aula, se envolver em confusões e brigas; ou o aluno que nunca teve problemas com notas passa a ter um rendimento escolar muito abaixo da média, comprometendo sua aprovação nos exames. Esses dois perfis merecem a atenção dos pais, educadores e colegas, pois estes são indícios de que algo não está bem com o jovem” – pontua Nadja.

Entretanto, a psicopedagoga admite que em alguns casos os indícios podem ser mais sutis: “Certos casos vão apresentar sinais mais pontuais, que não chegam a comprometer o rendimento escolar, mas que podem caracterizar um risco. Os adolescentes tendem a amplificar o seu sofrimento, pela falta de experiência em lidar com suas emoções. O término de um namoro vira motivo para o término da vida, a pressão do vestibular se transforma em sua única razão para viver, e assim por diante. Ao se deparar com essas situações de sofrimento, o jovem pode desenvolver um episódio depressivo” – alerta a especialista.

 

10 PONTOS IMPORTANTES NA PREVENÇÃO DO SUICÍDIO INFANTO JUVENIL

1 – A adolescência é um período de grandes transformações. É preciso estar atento e observar mudanças drásticas de comportamento e abrir espaço para o diálogo;

2 – Quando identificar que algo não está bem com o adolescente, evite julgamentos e comparações. Ao invés disso, tenha um comportamento acolhedor, demonstre empatia, interesse e disponibilidade em ouvir o que está o incomodando;

3 – Comportamentos de total isolamento social devem ser observados com cuidado;

4 – O mal rendimento escolar pode ser o indicador de algo não está bem, assim como a falta de desejo de ir à escola;

5 – Às vezes o adolescente pode manter um bom rendimento escolar, mas apresentar problemas comportamentais. Advertências, suspenções, envolvimento brigas, desrespeito a professores e outros membros do corpo pedagógico pode ser um sinal de que algo não está bem com o adolescente;

6 – O uso de drogas, lícitas ou ilícitas, deve ser observado com bastante atenção e discutido entre pais, adolescentes e educadores;

7 – Automutilações, ameaças ou tentativas de suicídio devem ser levados à sério e nunca encarados como forma de chamar a atenção para si. Nesses casos, um especialista deverá ser consultado com urgência;

8 – Psiquiatras e psicólogos são uma ajuda importante, não vão traumatizar o seu filho. Eles fazem parte da solução, não do problema, pois crianças e adolescentes podem se sentir mais à vontade para conversar com alguém que não seja seus pais;

9 – Tratamentos e medicações devem ser sempre recomendados e acompanhados por um especialista qualificado. Não utilize em seus filhos o tratamento que um (a) amigo (a) utilizou no filho dele (a). Os tratamentos em saúde mental são sempre individuais, respeitando a singularidade e a história de vida de cada pessoa;

10 – Falar sobre o suicídio é SEMPRE A MELHOR ESCOLHA! ESCUTE e CONVERSE com seus filhos, seja sempre o local seguro para que qualquer tipo de assunto possa ser abordado, tornando-se presente nas questões que eles acham importantes!

ASSISTA AO VÍDEO DA PALESTAS PALESTRAS: “PREVENÇÃO DE SUICÍDIO EM JOVENS COM DR. VICTOR PABLO” E “SUICÍDIO NÃO É ESCOLHA” COM DRA. FABIANA NERY 

 

Campanha Suicídio: “Quanto mais se fala, menos acontece”

Desde 2014 o Brasil conta com uma campanha de conscientização sobre o suicídio: o Setembro Amarelo. A campanha tem o objetivo de alertar a população a respeito da realidade do suicídio no Brasil e no mundo, suas formas de prevenção e a importância de se falar sobre o tema.

Este ano, a Clínica Holiste idealizou sua própria campanha com o mote “Suicídio: Quanto mais se fala, menos acontece”. O objetivo é levar mais informação para a sociedade e ajudar a incentivar o diálogo como forma de prevenção.

As principais ações da campanha foram: o lançamento do vídeo “Entendendo o Suicídio”, que integra a web série “Desmistificando a Saúde Mental”, e a criação de um hotsite com diversos conteúdos sobre o tema elaborados pelos profissionais da clínica.  Além disso, haverá também uma palestra gratuita, voltada para familiares que lidam com indivíduos com transtornos mentais. A psiquiatra Fabiana Nery debaterá o tema: Suicídio não é escolha e pode ser evitado, já o psiquiatra Victor Pablo abordará o tema Prevenção do Suicídio em jovens. O encontro acontece no dia 20 de setembro, às 19h, no auditório da Holiste em Pituaçu.

Comments are closed.