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COMO AS AMIZADES PODEM INFLUENCIAR

Notícias 05/07/2021

Alice Munguba fala ao Band Mulher sobre a influência das amizades na infância e adolescência, e até que ponto essa relação pode ser saudável.

As pessoas que nos cercam podem influenciar bastante nossas escolhas, e muitas vezes sequer percebemos isso. Sem que tenhamos consciência, nosso cérebro está continuamente captando as atitudes das pessoas ao nosso redor e replicando-as em nosso comportamento.

De acordo com Alice Munguba, nossa relação com a amizade se desenvolve de modos diferentes ao longo da vida:

“A amizade é muito importante na constituição do indivíduo: a influência dela faz parte do ser humano. A primeira influência são os pais, e logo em seguida são os amiguinhos na escola, e o que a gente vê é uma amizade que pode se iniciar de algo como um ‘espelho’, de alguém com quem eu me identifico, para algo que está além disso, quando consigo me aproximar de alguém diferente”, explica.

Alice comenta que a amizade ajuda a nos vermos por inteiro, através do olhar do outro: “A gente pode se ver um pouco mais porque o outro vê coisas na gente que não enxergamos”, pontua.

Amizades como troca

É interessante pensar a amizade como uma espécie de relação de troca permitida. De acordo com a especialista, é um consentimento que eu dou para que o outro me conheça, saiba meus segredos:

“O amigo geralmente é a pessoa que acaba sendo alvo de maior confiança que os próprios familiares. Muitas vezes os pais são os terceiros a saber dos nossos problemas”, afirma.

Mas, até que ponto dá para ser influenciado?

A escolha é sempre do indivíduo. Falamos de amizade como uma relação de troca, conhecimento e cumplicidade, que não é necessariamente tóxica. Amigos são para somar, e quando não há essa troca construtiva é uma escolha permanecer ou não nesse relacionamento.

“É sempre uma escolha do sujeito até onde ele quer se abrir. Porque tem aquele amigo que é para passear, tem outro para quando fico doente… ainda existem essas categorias de amizade”, diz.

A escolha da amizade diz muito sobre si próprio. A especialista alerta que geralmente a amizade é sempre um ponto cego nosso: “eu vejo algo no outro que faz parte de mim que eu só posso entender se eu parar para refletir”, finaliza.

 

Matéria veiculada no Band Mulher: https://www.youtube.com/watch?v=xudiFa3bGdM&t=1349s

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