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DIA MUNDIAL DO TRANSTORNO BIPOLAR

dia do transtorn bipolar

A data, que tem o objetivo de dar visibilidade ao tema, é uma oportunidade de esclarecer os estigmas, sintomas e tratamentos do Transtorno Bipolar.

O transtorno bipolar é a mais antiga manifestação psicopatológica descrita. Suas origens remontam à Grécia antiga, quando os estudiosos da época já descreviam e nomeavam de melancolia e mania as oscilações de humor observadas em algumas pessoas. Ao longo do tempo, o quadro obteve outras denominações: loucura circular, loucura de dupla forma, psicose maníaco-depressiva, até chegar ao atual transtorno bipolar do humor.

A característica principal é a alternância entre episódios de depressão – marcados por ideias de ruína, sentimento de culpa e possibilidade de ideação suicida – e episódios de mania (também conhecido por euforia) – marcados por perda da censura, mania de grandeza, gastos excessivos e exposição social.

“O dia 30 de março foi escolhido por ser o dia de nascimento do pintor holandês Vicent Van Gogh, diagnosticado postumamente com o transtorno. É algo simbólico, mas importante para abrir esse espaço de debate.” – explica André Dória, psicólogo e Coordenador do Núcleo de Transtorno Bipolar da Holiste.

 

QUANDO BUSCAR AJUDA?

Como em qualquer transtorno mental, o ideal é que aos primeiros sintomas o indivíduo já busque por auxílio especializado. Se algo já está gerando sofrimento psíquico e prejuízos para a vida da pessoa, isso já é um indicador de que é necessário investigar o que está acontecendo.

“A gente sabe que, quando falamos de transtornos mentais, quanto mais cedo iniciarmos o tratamento maiores são as chances de estabilização e/ou recuperação. Com o transtorno bipolar não é diferente, seja na fase de humor deprimido ou em episódios de mania.” – afirma Dória.

Quando o quadro já apresenta certa gravidade, fica fácil identificar a necessidade de uma intervenção. Mas, o ideal é que o paciente seja acompanhado antes de uma crise aguda, pois já há evidências de que esse tipo de episódio aumenta a gravidade do quadro e dificulta o tratamento. O diagnóstico e o tratamento precoce são as melhores armas para um bom resultado terapêutico.

 

QUAIS AS FORMAS DE TRATAMENTO?

O tratamento do Transtorno Bipolar varia de acordo com o caso, com a gravidade do quadro. Quando o diagnóstico é feito logo no início dos sintomas, o paciente pode realizar o tratamento ambulatorialmente, em consultas periódicas com o psiquiatra e o psicólogo. Medicações estabilizadoras do humor podem ser necessárias.

Tão importante quanto a abordagem medicamentosa é o trabalho psicoterápico, cujo objetivo é identificar gatilhos, traçar estratégias de manejo junto com o paciente para que ele possa evitar o surgimento de crises. Um plano terapêutico multidisciplinar é sempre a melhor forma de tratar o problema, pois cada pessoa vai apresentar um processo de adoecimento diferente, singular, e demandar um tipo de auxílio específico.

“Eu gosto muito de utilizar o termo ‘bipolaridades’ quando vou falar do tema, pois cada indivíduo apresenta uma forma única, particular, de desenvolver o transtorno. Não existe receita de bolo, é preciso entrar no caso a caso. Foi por isso que na Holiste desenvolvemos o Núcleo do Transtorno Bipolar, uma equipe multidisciplinar que conta com psiquiatra, psicólogo, acompanhante terapêutico e até um educador físico, no intuito de cercar aquele paciente de possibilidades terapêuticas para o seu adoecimento.” – enfatiza o psicólogo.

 

NÚCLEO DO TRANSTORNO BIPOLAR DA HOLISTE

Ao longo dos anos de experiência tratando pacientes com diagnóstico de Transtorno Bipolar, a Holiste identificou a necessidade de criar um núcleo de profissionais formatado especificamente para atendê-los, uma vez identificadas algumas demandas e particularidades desse grupo de pacientes. Além disso, o núcleo possibilita a discussão dos casos de maneira multidisciplinar, expandido as possibilidades de abordagem.

As atividades do Núcleo do Transtorno Bipolar ocorrem tanto entre os pacientes internados como em ambulatório, dentro e fora do ambiente da clínica. Essa riqueza do trabalho desenvolvido é o que faz a diferença no tratamento de cada indivíduo, pois ele é visto e tratado em sua singularidade.

“O trabalho do acompanhante terapêutico, por exemplo, é essencial para muitos pacientes do Núcleo, que precisam de um profissional que atue no seu cotidiano, auxiliando a desenvolver atividades e habilidades do seu contexto sociofamiliar.

Uma coisa bem bacana e inusitada – para a maioria das pessoas – é a presença de um personal trainer em nossa equipe, o educador físico Victor Bressy. Mas a gente sabe o quanto a parte biológica do paciente fica desorganizada por causa do transtorno, e a atividade física regular é fundamental para restabelecer esse equilíbrio fisiológico.” – esclarece André.

Outro ponto importante são as atividades em grupo, que ocorrem tanto na internação quanto no ambulatório. São atividades voltadas para os pacientes e suas famílias, pois além da responsabilização do indivíduo é necessário construir e fortalecer uma rede de apoio:

 

GRUPO DE PACIENTES – Acontece às quintas-feiras, sempre às 19h, quinzenalmente.

O principal objetivo é a promoção do protagonismo dos participantes nos seus próprios processos de crise, trazendo à tona as responsabilidades de cada um no desencadeamento dos episódios de mania e depressão. Assim,  busca-se prevenir novas crises e oferecer um espaço de cuidado suplementar ao tratamento psiquiátrico e psicológico individuais.

 

GRUPO PARA FAMILIARES  – Acontece às segundas feiras, sempre às 19h, semanalmente. O objetivo é oferecer um espaço de troca de experiências, dificuldades, dúvidas e informações

sobre as questões que atravessam o transtorno bipolar, a partir de cada caso, criando a possibilidade de construção de uma rede de suporte familiar que auxilie no tratamento do paciente e da própria família.

Para mais informações e inscrições : 0800 000 3611