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DEPRESSÃO RESISTENTE – PSIQUIATRIA EM DEBATE

Depressão Resistente - Psiquiatria em Debate

Marcando o retorno dos eventos presenciais na Holiste, Dr. Luiz Dieckmann e Dra. Fabiana Nery falaram sobre a Depressão Resistente, seus desafios e abordagens.

 

Seguindo sua vocação de promover o debate e produzir conhecimento sobre os transtornos mentais, a Holiste realizou mais uma edição do Psiquiatria em Debate, trazendo o seguinte tema: Depressão Resistente – Desafios e Abordagens. Esse foi o primeiro evento presencial realizado em nosso auditório desde o início da pandemia de COVID-19, e contou somente com a presença de psiquiatras convidados.

Para marcar o retorno dos eventos presenciais trouxemos o Dr. Luiz Dieckmann, um dos psiquiatras mais respeitados do país nas áreas de psicobiologia e farmacogenética. Com a palestra “Spravato – Aplicação, segurança e manejo”, o especialista esclareceu pontos importantes sobre o uso dessa medicação nos casos de depressão resistente.

Dra. Fabiana Nery, psiquiatra e Coordenadora do Centro Estudos Holiste, abriu o evento abordando o tema: “Depressão Resistente – Aspectos clínicos e diagnóstico”:

“Esse tipo de ação é importante para nos mantermos atualizados sobre as novas práticas, para trocar experiências com nossos pares. É um momento onde podemos debater o conhecimento teórico com a nossa prática clínica, o que enriquece nossa prática médica.” – pontua Fabiana.

Confira as fotos do evento:

 

O QUE É DEPRESSÃO RESISTENTE

A depressão é um transtorno psiquiátrico muito conhecido por grande parte da população. Seus sintomas clássicos também são bastante difundidos: humor rebaixado, perda de apetite e peso, insônia, redução da energia e da disposição sexual – ainda que existam sintomas diferentes em grupos específicos, como crianças, idosos e gestantes.

Assim, o que seria a depressão resistente? “É quando o paciente já teve ao menos dois episódios depressivos, moderados ou graves, e não responde satisfatoriamente ao tratamento inicial, após tentativas terapêuticas com dois antidepressivos de classes diferentes. Cerca de 30% dos pacientes com diagnóstico de depressão se encontram nesse grupo.” – explica a especialista.

Fabiana também chama a atenção para a mudança do entendimento, ao longo dos anos, sobre o êxito do tratamento: “Antes, se o paciente apresentava alguma resposta ao tratamento já se considerava que ele era exitoso. Depois esse conceito evoluiu a ideia de remissão da maioria dos sintomas, principalmente os mais danosos. Hoje, buscamos a recuperação funcional do indivíduo, sua qualidade de vida.”.

 

POR QUÊ É IMPORTANTE FALAR SOBRE DEPRESSÃO RESISTENTE?

Muitas pessoas podem estar perguntando: “Mas por quê dar uma atenção especial à depressão resistente? Depressão não é tudo igual?” – a resposta é não. A depressão resistente geralmente vem acompanhada de um quadro clínico com mais comorbidades associadas, maior taxa de hospitalização do paciente, estadias mais longas em clínicas de recuperação e maior taxa de suicídio.

“Os pacientes com depressão resistente apresentam mais casos de diabetes, hipertensão e doenças autoimunes do que pacientes com quadros leves. Além disso, sua taxa de hospitalização é duas vezes maior, com internações 36% mais longas e um risco de suicídio 7 vezes maior do que os demais.” – alerta Fabiana.
 

Assista à palestra:

 

CETAMINA

Dentro das estratégias terapêuticas voltadas para o tratamento da depressão resistente, a cetamina se apresenta como uma importante alternativa. Trata-se de um anestésico que, em pequenas doses, provoca um efeito antidepressivo bastante eficaz, principalmente nos casos que envolvem ideação suicida.

“A cada 40 segundos uma morte por suicídio acontece no mundo, o que dá uma média anual de 800 mil suicídios. Isso o coloca como uma das 20 principais causas de morte no planeta.

Ter uma medicação que apresenta respostas rápidas na redução da ideação suicida significa uma maior possibilidade de salvar vidas.” – explica Dr. Dieckmann.

 

SPRAVATO

O Spravato nada mais é que uma nova apresentação da Cetamina. Ao invés da aplicação de uma injeção intravenosa, o medicamento é administrado pela via nasal, através de um simples spray. Assim, o procedimento se torna mais simples e confortável para o paciente.

“Ainda assim a aplicação é feita por um psiquiatra, em ambiente hospitalar, com toda estrutura e segurança para o paciente.

A aplicação pela via nasal possibilita que o profissional alcance o mesmo resultado utilizando uma dose menor da medicação, em um menor tempo de resposta, melhorando a tolerabilidade do paciente ao tratamento. Isso faz toda a diferença na adesão e continuidade do plano terapêutico.” – finaliza o especialista.

Assista à palestra: