O XII Encontro Americano de Psicanálise de Orientação Lacaniana (ENAPOL), ocorreu em Belo Horizonte, reunindo especialistas da América Latina sob o tema “Falar com a criança”.
Infância como base da formação do sujeito
A infância é o momento em que vivemos nossas primeiras experiências: aprendemos a nos relacionar com a família, com o mundo e com nossas próprias emoções. É também nesse período que podem ocorrer traumas marcantes, capazes de impactar o desenvolvimento e se manifestar ao longo da vida adulta em forma de ansiedade, insegurança, depressão, baixa autoestima ou outros sofrimentos psíquicos.
O ENAPOL destacou a importância desse olhar atento para a infância, resgatando os fundamentos freudianos que transformaram a psicologia e mostrando como as experiências dessa fase inicial da vida podem reverberar em toda a trajetória do sujeito.
A Holiste no encontro
Os psicólogos Carol Severo, Cláudio Melo, Pablo Sauce e Ethel Poll, e a acompanhante terapêutica Isabel Castelo Branco, representaram a Holiste no evento e destacaram a importância do encontro para revisitar a teoria lacaniana a partir realidade clínica atual.
“Este evento atualiza a perspectiva da psicanálise em um mundo em constante mudança, ao mesmo tempo em que reforça os ensinamentos que herdamos de Freud e Lacan. A Holiste esteve muito bem representada por alguns de seus profissionais, reavivando as bases psicanalíticas que norteiam sua prática desde a fundação.” – analisou Cláudio Melo.
O psicólogo também refletiu sobre como a psicanálise se mantem relevante no atual contexto social, uma vez que estabelece seu olhar e prática sobre o indivíduo: “Longe de se restringir à fala, a psicanálise a utiliza de forma privilegiada para alcançar o que há de mais íntimo e singular da criança em cada sujeito, e do que ressoa através das palavras dos afetos e dos efeitos no corpo. Esse foi um dos eixos centrais que atravessou o encontro”– finalizou.

