O Transtorno Bipolar | Vídeo

Transtorno Bipolar é o tema do segundo vídeo da websérie “Desmistificando a Saúde Mental”.  A psiquiatra Fabiana Nery, o psicólogo André Dória e a Acompanhante Terapêutica Isabel Castelo Branco, explicam as principais características e tratamentos da doença.

 

FASES DO TRANSTORNO BIPOLAR

“O transtorno bipolar é um transtorno psiquiátrico, caracterizado pela oscilação de episódios depressivos e episódios maníacos.  O tempo de permanência de cada episódio vai depender caso a caso, podem levar dias, semanas ou até mesmo meses.  É preciso diferenciar o transtorno bipolar de oscilações de humor.  Oscilações de humor são normais, ficamos tristes, ficamos alegres, dependendo do que acontece no nosso dia-a-dia”, explica a Dra. Fabiana Nery.

  • EPISÓDIO DEPRESSIVO: O episódio depressivo é o mais conhecido, caracterizado por um humor rebaixado, desânimo, falta de apetite, falta de sono, falta de energia e prazer para fazer coisas que geralmente davam alegria.
  • EPISÓDIO MANIACO: O episódio maníaco ou eufórico seria o “contrário” da depressão. Percebe-se uma ativação do indivíduo, uma ativação psicomotora, aumento da energia – o paciente trabalha muito, dorme pouco.  Pode-se apresentar também conduta de exposição social, gastos excessivos, hipersexualidade, etc
  • EPISÓDIO MISTO: O episódio misto pode ser considerado o mais perigoso de todos, pois apresenta um alto risco de suicídio nestes pacientes. “O chamado Episódio Misto, acontece quando existe uma confluência dos sintomas depressivos e sintomas eufóricos no mesmo episódio.  Por exemplo, pensamentos pessimistas e falta de esperança, e ao mesmo tempo que você tem inquietação, agitação e irritação”, acrescenta a psiquiatra.

 

A CULPA E A AUTO REFERÊNCIA

É sempre preciso levar em consideração a singularidade, as questões únicas de cada indivíduo, sem partir para uma leitura generalista. Porém, algumas características se repetem na maioria dos casos, como a questão da culpa e também a auto-referência, de acordo com o psicólogo André Dória:

“Na depressão é comum o sujeito aniquilar a vida social e ficar isolado.  Na mania a uma espécie de transgressão social, o sujeito perde a autocritica e acaba se envolvendo em situações ou relações de risco. 

Podemos destacar, também, a questão a culpa nos casos do transtorno bipolar.  É muito comum na depressão o sujeito ser tomado por sentimento de culpa.  Ele se sente inferior ou responsável pelas coisas que acontecem ao seu redor.  Enquanto na mania, a culpa é de alguma forma eliminada, o sujeito não se responsabiliza por seus atos.

Tanto na mania como na depressão, existem sentimentos de auto referência.  Na mania o sujeito pensa “Eu sou tudo”, já na depressão o sujeito pensa “Eu sou nada”.  Apesar de antagônicas, o Eu permanece no centro nas duas situações”, esclarece o psicólogo

 

CONTROLE E PREVENÇÃO

A busca por um profissional é fundamental para que o sujeito tenha uma recuperação plena:

“Uma boa relação médico-paciente, um acompanhamento regular, a presença da família junto ao tratamento e, sem dúvida nenhuma, a conscientização que é uma doença crônica, mas que tem tratamento e ela pode, se bem tratada, não interferir de forma nenhuma na sua vida.  A doença vai fazer parte da sua vida, mas não vai atrapalhar sua vida.”  Finaliza Dra. Fabiana Nery.

 

DESMISTIFICANDO A SAÚDE MENTAL | WEBVÍDEOS

Desmistificando a Saúde Mental é uma série de webvídeos produzida pela Holiste, que traz a experiência de nossa equipe multidisciplinar para esclarecer pontos fundamentais da psiquiatria e da saúde mental.

No projeto inicial, abordaremos temas diversos em torno da saúde mental: Hospital Dia, Internação Psiquiátrica, Depressão, Esquizofrenia, entre outros.

“O que é Hospital Dia de Saúde Mental” foi o primeiro vídeo da série.  Confira aqui.

Saiba mais sobre o projeto.

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17 Comments

  1. Marlene Dias da Silva disse:

    Gostei muito, bom trabalho , bastante esclarecedor. Obg.

    • Isabel cristina gennari disse:

      Eu faço uso do carbolitim a muitos anos, mas nunca estou boa, sempre com altos e baixos, gostei muito da reportagem de voces bem explicavel.

  2. Selma Catala disse:

    Muito esclarecedor e fundamentado tecnicamente.
    Parabéns ao grupo.

  3. Christina MC Gomes disse:

    Mto bom está temática da saúde mental estar sendo divulgada nas redes sociais ,afim de ajudar aqueles q convivem com esta situação tão fechada até bem pouco tempo.
    Mto difícil o convívio com pessoa bipolar , e qto mais informações ajudam na socialização destas pessoas. C

  4. Núbia s f januario disse:

    Eu me casei e na noite casamento ele disse estava arrependido de ter casado, muito conversador alegre, pocessivo, mudava muito durante o. Dia de humor,sera que era bipolar? Não deu suportar separamos 5 meses. De casada

  5. Sueli sardinha disse:

    Gostaria de saber mais ainda, foi ótimo este esclarecimentos .

  6. Sueli sardinha disse:

    Muito bom . Valeu!!!

  7. Yolanda Maria de Castro Quarantini. disse:

    Infelizmente é um transtorno que requer uma boa situação financeira e muito conhecimento. Graças a Deus começou a ser mais divulgado.Psiquiatra no Brasil é artigo de luxo.Assim como psicólogo. Nem mesmo Plano de Saúde aceitam. O paciente e a família tem de ter muita fé para suportar tanto sofrimento.Que Deus tenha piedade de todos nós!

  8. Valdelice rodrigues Oliveira disse:

    EXCELENTE, muito esclarecedor e nós que trazemos histórico de transtorno mental facilita o tratamento tendo o conhecimento de causa. Agradeço a equipe Fui auxiliada com esta matéria .Obrigada.

  9. Anônimo disse:

    Estamos passando por essa situaçáo com meu irmão. Essa matéria só veio ajudar a entende-lo enriquecedor.parabéns

  10. Socorro Evangelista disse:

    Eu vivo isolada ultimamente, já mais ou menos quase três anos. Faço acompanhamento com psiquiatra, agora na última consulta ele disse que só me atende se eu fizer um acompanhamento com o psicoterapia. Por problemas que não soube enfrentar, que me causa tristeza e muito choro eu já tentei me mutilar algumas vezes. Quebro alguma coisa, cortei duas vezes um dos pulsos e penso muito em desiste da vida. Acho que mundo não presta mais, e vivo no quarto deitada e triste. Sou uma pessoa muito amável e carente, mais quando alguém faz algo comigo sou muito dura. Tenho uma amiga de muitos anos que me falou que eu mudei e estou muito amarga. Sinto uma grande angústia dentro de mim, e não tenho mais o gosto que eu tinha de fazer minhas unhas, me arrumar sempre é comprar roupas. Sou casada a 29 anos e tenho um casal de filhos que sofre com o meu problema. Mais agora por último o médico falou que o meu problema está na minha personalidade desde criança, por tudo que passei. Realmente eu já era assim mais não me entregava eu ficava triste passava uns dias eu me levantava. Mais agora se tornou mais sério. Gostaria de saber o diagnóstico real do meu problema, para ver se é o que o médico está relatando. Tenho 51 anos fiz agora no mês de julho. Agradeço.

  11. Maria severina i omena disse:

    Amei esses esclarecimentos, foram muito explicativo para essa doença q me acompanha a oito anos. Sinceramente gostei pq o meu psiquiatra ñ fala o tipo de depressão q eu tenho. Pelo q eu li agora eu me encaixei na mista.obg.

  12. Nildes Magalhães disse:

    Muito esclarecedor o video e texto, fui casada com um bipolar, pessoa extraordinária, Professor, pós graduado mas em uma crise de depressão cometeu suicídio. E para quem fica também é terrível, muitos questionamentos. Eu o amava muito, era um marido extraordinário.

  13. Rita Luziete de lima Silva disse:

    Acabei de assistir o video sobre Transtorno Bipolar. Há uns oito anos meu marido foi diagnósticado com esse transtorno, não é nada fácil,ele faz tratamento, mas ainda não conseguimos que tenha uma vida mais tranquila. Está sempre irritado, muitas veazes agressivo, gasta o tem e o que não tem,reclama e põe defeito em tudo, fora várias manias. Faz uso de carbolitium de 300 mg 3x dia, Quetiapina 700 mg divido em 300 p/ manhã. 200 a tarde e 200 a noite, junto com 01 bromazepan de 3 mg e um Depakote ER de 500 mg. Pasmem me dar um trabalho enorme ME AJUDEM POR FAVOR. Meu nome é RITA LUZIETE, sou Paraibana e moro em Alagoa Grande PB

  14. Silvia Helena de Godoy Costa Paula disse:

    Informação é tudo! Obrigada pela maneira de abordar o tema, uma vez que o preconceito impede muita gente de pedir ajuda….

  15. Simone Lopes Pragidi disse:

    Mentira que com estes medicamentos conseguimos ter uma vida normal , levar uma vida normal …. Como ? tomando ant- depressivos , Rivotril e outros vcs nos em topem de remédios e tornamos escravos deles depois , chega uma hora que já não sabemos se o que sentimos é da doença ou dependência dos remédios das drogas que vcs nos receitam , Eu á 8 anos mais ou menos atrás procurei uma psiquiatra pq tive crises de panico e depressão , não dormia e digo maldita hora pq eu nunca mais fui a mesma , passei por vários psiquiatras e psicólogos ate que eu pude pagar né , depois como fazer terapia sem poder pagar , sem conseguir trabalhar , estudar , ter amigos e família perdi tudo , pq não cuidaram de min como deveriam e agora meus sonhos o que eu faço …. Hoje minha unica companhia é a solidão só Deus sabe o que eu vivo e paço e não venham me dizer que se pode ter uma vida normal depois disto pq ate hoje ninguém conseguiu me provar o contrario mentirosos !!! Se isto é possível pq sempre me negaram isto ate hoje ?

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